Diário de viagem de um Parayba – Parte 6
Nos anos 80 as festas de final de ano eram celebradas com base na programação da TV Globo! Afinal: “Hoje a festa é sua, hoje a festa É NOSSA...”. Ano à ano geral se preparava para “As Tantas Emoções” de Roberto Carlos Especial. Passado 16 anos o mundo capitalista chegou a Sergipe, e as tradições natalinas que a meu ver são sem significados, agora fazem parte das tradições locais.

Saindo da minha casa fomos numa rua vizinha na casa de uma familia que eram nossos vizinhos na já mencionada R. Arnaldo Dantas em 1980. O caçula da família foi um dos primeiros amigos de infância e hoje é musico da noite, tendo inclusive realizado shows aqui no Rio em confraternizações de final de ano e até numa empresa de Campo Grande/RJ(acho que foi a Michellan). Algumas pessoas no bairro olhavam-me de forma curiosa do tipo “Será que é ele?”, acenava para alguns que reconhecia(ou achava conhecer), inclusive o irmão ciumento de uma garota que dei uns beijos no passado a quem chamava de Pepe-Pimentinha em homenagem ao desenho do Snoop.



Já era noite quando recebi uma mensagem de feliz natal pelo Celular de uma menina que levaria para cama já em minha primeira noite de volta ao Rio. Aos poucos alguns parentes e amigos chegavam à casa da minha Tia Evania, mas o destaque foi o encontro com minha Tia Dete, a mais conservadora de todas as Tias(os), e de todos os

Em uma mesa eu, ela Vinícius, Ricardo Pequeno e Tayane, o papo fluía descontraído, regado a muita coca-cola e girava em torno das minhas traquinagens do passado(até as do presente), da violência no Rio onde sempre defendia o Rio, fotografia(falei que fotografo para as Revistas Rock Press, Igreja Nova Vida... ela é evangélica e achou curioso Rock & Religião, unidos na minha profissão), e claro meus estudos, nessa hora aconteceu um comentário mais ácido que nem dei atenção, mas que dias depois fiquei sabendo que um dos meus primos tinha se magoado com o que foi dito a minha pessoa. Ela comentou que não imaginava que um dia eu tomaria gosto pelos estudos e chegando à faculdade. Respondi que continuo sem gostar de estudar e que a verdade é que gosto de aprender, ler, mas não da OBRIGAÇÃO de estudar.
Com descontração fomos para a ceia em seguida para o 2ºAndar

25 12 2007 – Aracaju conhece a minha famosa Pipoca!
O dia foi marcado pela visita das primas Ingrid e Jamile(filhas do Tio Galo) que foram passar o dia com a gente(Eu, Ricardo Pequeno, Tayane, Vinicios...). Jamile foi umas das primas que praticamente não vi crescer, era muito pequena quando saí de Aracaju. À tarde alugamos uns filmes. Escolhi a nova versão de Poiseedon em nome dos anos 80 quando os tios e primos sempre assistiam à primeira versão e achei justo manter as tradições da família e apresentar o Remake para a Nova Geração. Entre os outros filmes estava Espíritos(Em nome da fotografia). Quando tomei a iniciativa de fazer a pipoca tomei conhecimento que não existia o Pó-Magico na dispensa da casa e tivemos que

Geral tentou descobrir o que coloquei na pipoca, teve até gente acertando, mas O PODER MICHAEL de persuadir fez com que elas ficassem na dúvida se de fato era o tal produto citado. Todos zoaram na


Finalizando a noite as meninas foram visitar o Orkut alheio para saber das fofocas e ficamos zoando as lamentações delas ao encontrar fofocas indesejáveis.
26 – 12 – 2006 – Shiley, Isolina, Conj Sta Tereza
Pela manhã minha Tia Sonia me avisou e ao meu primo Vinicius para esperamos pela visita da minha prima Shiley que estava de passagem por Aracaju, e ao saber da minha presença queria me ver e ao seu irmão.
Shiley tem uma diferença de 2 ou 3 anos mais nova que eu. A mesma casou-se e foi morar em Penedo(AL). Conheci seu marido, sua filhinha e a mesma já apresentava uma linda barriga já que estava novamente grávida. Conversamos um pouco e descolamos uma carona com eles para irmos(eu e Vinicius) entregar a encomenda da Tais, uma amiga do Vinicius, que veio morar aqui no Rio pertinho da minha casa e me pediu para entregar uns presentes para uns parentes dela em Aracaju. No carro, Shiley ficou fascinada com a história do meu romance com Julie(a Americana que conheci no show dos Stones, em

Chegamos à casa do Primo da Taís, trocanmos uma idéia com ele e em seguida voltei para casa, e Vinicius foi para Campo do Brito.
À tarde, meu destino era novamente o Conj. Sta. Tereza, dessa vez para reencontrar a tal “Ex-futura-namorada”. Ela me explicou pelo tel que sua atual casa ficava numa área próxima ao Sta. Tereza e em frente ao Aeroporto. Essa área era um sítio na época que morei em Aracaju e que aos poucos foi virando um monte de casas e até outros conjuntos nos 16 anos que estive fora.
Procurei a tal casa, pedir umas informações e acabei achando a rua, onde umas crianças brincavam, ainda não sabia, mas 3 dessas eram os filhos de Isolina e Cida. Cheguei à casa de Cida e ela não me reconheceu logo de cara, mas após os comprimentos ofereceu-me um suco de cajú(ou de alguma fruta típica do nordeste) e ficamos conversando na porta de sua casa sobre os 16 anos que se passaram.
Isolina estava dando aula em uma escola pública num bairro vizinho chamado Mosqueiro(O ano letivo escolar continuava firme e forte nas escolas públicas de Sergipe) e ligou pedindo que a esperasse. Minutos Isolina e seu marido chegaram, mesmo ela dentro do carro percebi que a mesma estava eufórica ao me rever. Passados os cumprimentos fomos à sua casa e colocando o papo em dia, a noite foi chegando e ela teria que ir dar aula numa escola pública do Sta Tereza e me convidou para ir com ela e seu marido. Acompanhei os dois e fiquei com seu marido batendo papo no carro enquanto ela dava uma rápida aula. Como o cara ouvia rock nos anos 80 o papo não poderia ser outro.

No próximo capitulo:
Comidas típicas à rodo na autêntica Feira dos Paraybas, Cerimônia com a Associação Olímpica Itabaiana, Beijo na Boca, primeiras noites dormidas em Itabaiana, ITABAIANA 0 X 2 Atlético de Alagoinhas(BA), Ônibus incendiado...